Se você se interessa por publicidade e principalmente por agências de publicidade, provavelmente já recebeu recomendações para assistir a série Mad Men do canal AMC ou já assistiu, mesmo que apenas alguns episódios.

A produção norte-americana tem como protagonista o Diretor de Criação da agência Sterling Cooper, Don Draper, que vive uma vida pessoal regada a álcool e adultério e que profissionalmente é um publicitário brilhante, com sacadas geniais, ótimas ideias, decifrando minuciosamente os interesses dos públicos-alvo dos seus clientes, entre outros atributos.

A trama mostra principalmente como eram as agências de publicidade estadunidenses nos anos 60, mostrando vários aspectos sociais e políticos que também ocorriam no país naquele momento. Mas, do que adianta essa série para entender o futuro?

É necessário entender o passado

O modelo de agência de publicidade apresentado em Mad Man é o formato usado pela grande maioria das agências de publicidade do mundo todo, afinal, a terra da publicidade e do anúncio, devido ao American Dream, é os EUA, o que os tornou referência no assunto.

A configuração até hoje segue um padrão de departamentos divididos em: atendimento, planejamento, pesquisa, mídia, criação e produção.

O presente já apresenta nuances de modernismo

Evidentemente hoje não se faz publicidade como se fazia em 1786 quando surge em Londres a primeira agência de publicidade do mundo, nem como em 1850 quando Volney B. Palmer funda a primeira dos EUA, tampouco como em 1960 como é retratado em Mad Men.

Todas metodologias evoluíram drasticamente, criou-se novos formatos de agência, novos tamanhos, os equipamentos são super tecnológicos e há um vasto leque de cursos para o publicitário fazer e se aprofundar para ficar ainda mais capacitado na área.

Agora, a identidade que fica na publicidade dos dias de hoje são as redes sociais: todas as empresas desejam estar bem posicionadas na internet, flertar e se relacionar com os públicos que estão ali e trabalhar em cima da produção de conteúdo e da geração de engajamento que as mídias digitais podem oferecer.

O que antigamente era uma campanha voltada para rádio e televisão, hoje é acontece também no Instagram, Youtube e nas mãos de influenciadores, entre uma centena de opções dentro de um grande leque de lugares para se colocar as marcas.

Hoje há uma democracia de espaços para se anunciar muito maior.

O futuro pede especializações

Quando a amplitude cresce para todos os lados, o mercado começa a gostar de especialistas. É lógico que é importante também a agência saber fazer de tudo, mas é interessante dominar algum setor.

Hoje, por exemplo, já há agências especializadas em marketing digital, produção audiovisual, webdesign e etc., como há também as que buscam se tornarem referências em determinados assuntos, aprimorando-se em marketing esportivo, político, literário, saúde, entre todo um leque gigantesco de interesses que você pode imaginar.

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